quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

CONSELHO DOS INSTITUTOS TEM A PRIMEIRA MULHER NO COMANDO




A reitora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, Consuelo Sielski Santos, é a nova presidente do Conselho das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). Na eleição, realizada em Brasília, Consuelo recebeu 35 de um total de 40 votos. Primeira mulher a dirigir o conselho, ela terá mandato de um ano a partir de 1º de janeiro.

Entre os principais desafios de sua gestão, Consuelo aponta a defesa de políticas que ampliem o acesso ao ensino público de qualidade e o intercâmbio de informações e experiências entre instituições brasileiras e estrangeiras. “Precisamos de iniciativas que visem ao avanço da educação profissional, científica e tecnológica no país”, disse.

“A eleição da primeira mulher para a presidência do conselho quebra mais um tabu na rede federal”, disse o secretário de educação profissional e tecnológica do Ministério da Educação, Eliezer Pacheco. “O próximo ano será de muito trabalho e certamente Consuelo está a altura do desafio.”

O Conif é composto pelos reitores dos 38 institutos, pelo reitor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), pelos diretores-gerais dos centros federais de educação tecnológica do Rio de Janeiro (Cefet-RJ) e Minas Gerais (Cefet-MG) e pela diretora do Colégio Pedro II.




Assessoria de Imprensa da Setec


4 comentários:

Vania disse...

Não se pode negar que ter uma mulher como liderança do CONIF é uma “quebra de tabu” como disse o Professor Eliezer Pacheco. Mas, não entendo que este é o principal paradigma a ser rompido para o avanço do processo da Ifetização. As lideranças deste processo precisam ser antes de tudo educadores, homens ou mulheres, que apresentem perfis com competências para a condução de reflexões profundas que possibilitem pensar no futuro e na construção de uma nova identidade institucional que contemple as demandas sociais emergentes.
Neste sentido, senti a curiosidade de consultar o currículo da Professora Consuelo Aparecida Sielski Santos. Não estava interessada em ver sua titulação, mas sua produção acadêmica, que ao meu ver retrata seu perfil. Foi com grata satisfação que descobri que seu trabalho e sua produção é na área de Educação. Em um de seus trabalhos ela escreve sobre os desafios para transpor o ensino tradicional e me pareceu ser uma mulher que aceita a incompletude do profissional da educação, aberta a mudanças e a busca de novos conhecimentos para a transformação de sua prática. Uma Engenheira de Produção com produção nas Ciências Humanas. Agrada-me o perfil da liderança do CONIF e me faz pensar em nossa instituição. Para o IFPB quem queremos por representante e qual o perfil que queremos como líder. Não acho que o gênero seja um critério essencial, mas que seja alguém que esteja aberto às mudanças propostas pela Política Nacional, traçadas pela Lei nº 11.892/08. Alguém que seja capaz de articular a indissociabilidade do ENSINO, DA PESQUISA E DA EXTENSÃO e de estimular a participação da comunidade em debates e ações construtivas deste processo. Aguardo nomes e candidaturas com muita esperança de que as pessoas se posicionem e se pronunciem sobre o seu papel na efetivação do processo de IFetização. Quem são nossas lideranças e onde elas estão?

Rômulo disse...

Conheci e convivi com a professora Consuelo enquanto membros do CONCEFET e posso afirmar que ganhamos uma grande dirigente para o Conselho dos Institutos Federais. De parabéns todos nós que fazemos a educação federal profissional e tecnólgica.
Estou republicando este artigo em meu site: www.romulogondim.com.br
Saudações Educacionais

Peter disse...

Espero que os servidores técnico-administrativos também tenham chance de mostrar do que sao capazes de fazer,pois até no momento tiveram poucas chances de estar em cargos de destaque , a não ser quando fazem ou faziam parte da corte do Rei!

Crisvalter disse...

Gostaria de comentar dois aspectos importantes denotados do discurso na matéria. Primeiro quando a presidente do CONIF afirma que “Precisamos de iniciativas que visem ao avanço da educação profissional, científica e tecnológica no país”. Ao meu ver isto significa uma orientação no sentido da quebra das amarras da educação profissional que desde o século passado esteve voltada para a formação de operários, portanto, de mão-de-obra barata para produzir a riqueza (leia-se: mais-valia) de alguns pouco que concentravam, ainda concentram, os meios de produção neste país. Não faz sentido uma instituição com esse status (ciência e tecnologia) e com o orçamento disponibilizado apenas para garantir a pose nababesca de uma pequena minoria, às custas da miséria de muitos. Está instituição só fará sentido, se tiver o objetivo de promover uma educação libertadora, promovendo a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro, principalmente dos jovens, através da ciência e tecnologia. Isto só poderá ser alcançado com ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO funcionando de forma harmoniosa e com muita criatividade.

Outro aspecto que comento é a fala do secretário Eliezer Pacheco “O próximo ano será de muito trabalho e certamente Consuelo está a altura do desafio.” O próximo ano será a prova de fogo desta instituição, que até agora não conseguiu mostra a que veio, principalmente aqui na Paraíba. Até os leigos sabem que a política de ciência e tecnologia é um imbróglio que envolve os mais complexos processos no âmbito da delimitação dos interesses internacionais de c&t, que envolvendo também a economia mundial, uma verdadeira guerra de vida ou morte.

Eu tenho certeza que o Governo Federal não criou está instituição para ser apenas um Elefante Indiano, ou seja, um mastodonte enfeitado carregando algumas pessoas numa cúpula de madeira. Haverá cobranças e elas serão feitas aos que são responsáveis legais pela instituição perante o governo e a sociedade. É claro que, no âmbito da produção acadêmica, essas respostas deverão sair da pele dos doutores, aqueles nos quais o governo investiu muito na sua capacitação e que deverão dar o retorno através da produção científica. De outra forma, seremos um viveiro de macacos imitando o que os cientistas fazem no exterior, melhor dizendo, nos países dominantes que os donos, verdadeiramente, da ciência e tecnologia.

Estou pagando para ver a qualidade da ciência e da tecnologia que serão produzidas nesta Instituição, na qual é preciso se fazer uma guerra para cumprir as nossas responsabilidades, ou seja, produzir alguma coisa que esteja voltada ás demandas da coletividade.